ID CTVM amplia suporte a investidores não residentes em meio à internacionalização do mercado de capitais brasileiro

Volume recorde de capital estrangeiro na bolsa e crescente participação em fundos estruturados exigem infraestrutura fiduciária capaz de atender às particularidades regulatórias desse público
A presença do capital estrangeiro no mercado brasileiro atingiu um novo patamar em 2025. De acordo com dados da B3, investidores não residentes movimentaram R$ 2,8 trilhões em ações no mercado à vista ao longo do ano, avanço de 15% em relação ao período anterior, e responderam por 62% de todo o volume negociado em renda variável. Quando somadas outras classes de ativos, como BDRs, ETFs e fundos imobiliários, a movimentação desse público superou R$ 3,5 trilhões. O fluxo crescente de capital estrangeiro não se limita à bolsa: cada vez mais, investidores internacionais buscam exposição a fundos estruturados brasileiros, como FIDCs e fundos de crédito privado, atraídos por rentabilidades reais elevadas e por um mercado que amadureceu em governança e transparência.
Essa internacionalização impõe exigências específicas sobre a infraestrutura de administração fiduciária e custódia que sustenta a indústria de fundos no Brasil. O regime do Investidor Não Residente (INR), regulamentado pela CVM e pelo Conselho Monetário Nacional, estabelece obrigações particulares de registro, tributação e reporte que diferem significativamente das aplicáveis a investidores domésticos, exigindo processos de onboarding, controle cambial e prestação de informações adaptados a esse perfil de cliente.
Um regime regulatório com exigências próprias
Para operar no Brasil, o investidor estrangeiro precisa se registrar previamente na CVM e no Banco Central, além de nomear um representante legal no país e contratar um custodiante local responsável por manter o registro de sua carteira de investimentos. Essa estrutura, criada para dar segurança jurídica tanto ao investidor quanto ao mercado receptor, também impõe uma camada adicional de complexidade operacional às instituições que prestam serviços de custódia e administração fiduciária a fundos com participação de capital estrangeiro.
Segundo Paulo Viesti, diretor da ID CTVM, atender esse público exige uma combinação específica de conhecimento regulatório e capacidade tecnológica:
“O investidor não residente opera sob um conjunto de regras próprio, que envolve desde o registro cambial até particularidades tributárias que variam conforme o país de origem e o tipo de veículo utilizado para o investimento. Não basta ter capacidade operacional, é preciso ter profundidade técnica para lidar com essas nuances sem gerar atrito para o investidor estrangeiro, que muitas vezes está comparando a experiência de investir no Brasil com a de outros mercados emergentes”
A ID CTVM está habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) para atuar em administração fiduciária, custódia qualificada, controladoria, escrituração, distribuição e representação de investidores não residentes, o que permite à companhia atender gestoras e fundos que buscam captar recursos junto a esse público sem precisar recorrer a múltiplos prestadores de serviço para cada etapa da operação.
Fundos estruturados ampliam a exposição do capital estrangeiro à economia real
Historicamente concentrado em ações negociadas na bolsa, o capital estrangeiro tem ampliado gradualmente sua presença em veículos de crédito privado, como FIDCs e fundos de infraestrutura, atraído pela possibilidade de obter exposição direta a setores da economia real brasileira com retornos descorrelacionados dos mercados acionários globais. Esse movimento é especialmente relevante em um contexto de juros elevados no Brasil, que torna os ativos de crédito privado brasileiros atrativos frente a alternativas disponíveis em outros mercados.
Para acomodar esse fluxo, administradores fiduciários e custodiantes independentes precisam garantir que a estrutura de reporte e controle das operações atenda simultaneamente às exigências da CVM, do Banco Central e, quando aplicável, das autoridades regulatórias do país de origem do investidor. A capacidade de processar essas informações com rastreabilidade e conciliação em tempo real, sem depender de processos manuais sujeitos a erro, tornou-se um diferencial competitivo relevante entre as instituições de infraestrutura de mercado.
A companhia, que reúne mais de 550 fundos ativos sob sua administração e custódia, tem direcionado parte de seus investimentos tecnológicos para aprimorar os fluxos de onboarding e reporte voltados especificamente a esse público, de forma a reduzir o tempo necessário para que um investidor estrangeiro conclua seu cadastro e inicie operações em fundos brasileiros.
Tendência de internacionalização deve se manter
Analistas do mercado avaliam que a trajetória de crescimento da participação estrangeira no mercado de capitais brasileiro deve se manter nos próximos anos, à medida que o país consolida sua imagem de destino relevante para alocação de capital internacional em ativos de renda fixa e crédito estruturado. Esse cenário reforça a importância de uma infraestrutura fiduciária preparada para lidar com a complexidade regulatória própria do investidor não residente, sem comprometer a agilidade que esse público espera ao alocar recursos fora de seu país de origem.
Com o Brasil ampliando sua relevância no radar de gestoras internacionais e a base de investidores estrangeiros se diversificando para além da renda variável, a capacidade de oferecer suporte técnico especializado a esse segmento deve seguir como um dos fatores que definem a competitividade das instituições responsáveis pela infraestrutura do mercado de capitais nacional.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.



