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Educação ambiental vira disciplina obrigatória nas escolas do Pará e vai alcançar 575 mil alunos

O Pará deu um passo significativo na formação das novas gerações. O governador Helder Barbalho anunciou, nas comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, a inclusão da educação ambiental na matriz curricular obrigatória de toda a rede estadual de ensino. A medida, enviada à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) para aprovação, prevê uma aula semanal da disciplina e deve impactar diretamente cerca de 575 mil alunos da rede estadual, com potencial de alcançar mais de um milhão de estudantes caso municípios e escolas privadas decidam aderir voluntariamente. Coluna Olavo Dutra

A iniciativa ganha contornos ainda mais relevantes pelo contexto em que surge. Ainda que a educação ambiental esteja legalmente prevista há mais de 40 anos na legislação brasileira, a proposta toma escopo no Pará somente agora, num momento em que Belém foi escolhida como sede da COP-30 pela ONU. O evento, realizado em novembro de 2025, colocou a capital paraense no centro do debate climático global e parece ter acelerado transformações que antes avançavam em ritmo lento dentro das políticas públicas estaduais. Coluna Olavo Dutra

Uma disciplina, mas não só mais uma disciplina

Especialistas ouvidos na discussão do projeto alertam que, para além da formalização curricular, o desafio real está na implementação. A pesquisadora Marilena Loureiro, citada na análise sobre a proposta, ressaltou que a mudança significativa só se faz com a participação de todos os sujeitos escolares e não escolares, e com uma política de gestão dos sistemas que efetivamente considere a educação ambiental como eixo estruturante, e não apenas como mais uma disciplina no currículo, porque assim haveria mudanças estruturais na escola e na sociedade. Coluna Olavo Dutra

A diferença está, portanto, na profundidade da transformação proposta. Incluir a disciplina no papel é o primeiro passo. Mas formar professores capacitados, adaptar materiais didáticos à realidade amazônica e envolver as comunidades locais no processo de ensino são os próximos obstáculos que o governo terá que enfrentar para que a iniciativa gere resultados concretos na formação ambiental dos jovens paraenses.

Um legado que vai além da COP-30

O projeto tem potencial de se tornar um dos legados mais duradouros da passagem da COP-30 por Belém. Ao tornar a questão climática parte da formação básica de centenas de milhares de crianças e adolescentes, o Pará pode construir, ao longo das próximas décadas, uma base social mais consciente sobre preservação da Amazônia, uso sustentável dos recursos naturais e mudanças climáticas.

A proposta ainda aguarda discussão e votação na Alepa, sem data definida para aprovação. Mas o sinal político já está dado. O governo estadual quer associar a imagem do Pará não apenas como palco de eventos internacionais sobre o clima, mas como um estado que constrói, dentro de suas próprias escolas, a consciência ambiental que o mundo está pedindo. Coluna Olavo Dutra

Fontes: Portal Olavo Dutra | Agência Pará | SEPLAD

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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