Segurança Pública no Pará Avança com Tecnologia: Apreensão de Drogas Cresce 42,5% e Estado Expande Videomonitoramento com IA

Câmeras inteligentes, totens de emergência e operações ostensivas definem nova fase da segurança paraense; dados do primeiro trimestre de 2026 mostram resultados expressivos no combate ao narcotráfico
Há alguns anos, a palavra “segurança pública” no Pará costumava aparecer nos noticiários associada a índices preocupantes de criminalidade e à percepção de abandono nas periferias e nas cidades do interior. O cenário, aos poucos, vem mudando. Não por geração espontânea, mas por uma combinação de investimento em tecnologia, aumento do efetivo nas ruas e integração entre os órgãos policiais. Os números do primeiro trimestre de 2026 confirmam essa tendência: as apreensões de drogas no Pará cresceram 42,5%, com o volume chegando a 2.196 toneladas apreendidas no período, contra 13,3 toneladas registradas em todo o ano de 2024 e 19,8 toneladas em 2025. É um salto que fala por si só e que tem explicação nas estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, a Segup. DOL
Por trás desse resultado está uma política que combina tecnologia de ponta com policiamento ostensivo. O secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, destacou que o resultado evidencia o fortalecimento das estratégias de combate ao crime organizado, com investimentos em inteligência, operações ostensivas e repressivas em todo o território paraense, além do apoio da população. A visão do gestor é complementada por dados estruturais: o Governo do Pará realizou em 2025 o maior ciclo de investimentos da história na área de segurança pública, aplicando mais de R$ 85 milhões em tecnologia, infraestrutura, novas unidades policiais, viaturas, lanchas rápidas e blindadas, e um novo Centro Integrado de Comando e Controle Móvel. DOLAgência Para
Totens com inteligência artificial: como funciona o sistema de monitoramento no Pará
Um dos destaques da estratégia de segurança paraense é o programa de totens de videomonitoramento espalhados pelas principais cidades do estado. O Governo do Pará entregou 50 totens de segurança pública distribuídos entre Belém, Ananindeua, Altamira, Marabá e Santarém, como parte do projeto Cidades Inteligentes, cujo objetivo é potencializar as ações preventivas com uso intensivo de tecnologia, incluindo recursos de videomonitoramento e inteligência artificial. Cada totem é, na prática, uma central de atendimento de emergência instalada em pontos estratégicos da cidade, capaz de colocar o cidadão em contato direto com a central de operações da Segup com o apertar de um botão. Agência Para
O equipamento de videomonitoramento possui quatro câmeras fixas que permitem a visualização em 360° de toda a área onde está localizado, e funciona com tecnologia de inteligência artificial embarcada, com reconhecimento facial e de placas veiculares. Quando o botão de emergência é acionado, a ligação é transmitida diretamente para o agente operador das câmeras, e uma equipe policial é deslocada imediatamente até o local indicado pela vítima. Além disso, o sistema pode emitir alertas sonoros em situações emergenciais e auxiliar na busca de foragidos da Justiça e de veículos roubados. O pesquisador que estudou o tema de forma acadêmica no Pará resume o impacto: a incorporação dessas tecnologias amplia a capacidade de monitoramento territorial, reduz o tempo de resposta das equipes policiais e fortalece as ações preventivas e investigativas. Agência ParaPeriodicorease
Bases fluviais, lanchas e o desafio da segurança nas águas amazônicas
Falar de segurança pública na Amazônia sem considerar os rios é ignorar a geografia. O Pará tem uma das maiores malhas fluviais do país, e boa parte do tráfico de drogas e de outros crimes acontece justamente nas rotas de água. Por isso, o governo investiu também em segurança fluvial. O Estado adquiriu a terceira Base Integrada Fluvial de Segurança Pública, denominada “Baixo Tocantins”, para atender à região e fortalecer as ações de combate ao tráfico de drogas e à criminalidade nos rios e igarapés, com instalação prevista no município de Abaetetuba. Entre as aquisições também estão lanchas rápidas, incluindo blindadas, e duas lanchas destinadas ao atendimento exclusivo a mulheres vítimas de violência doméstica nas regiões ribeirinhas. Agência ParaAgência Para
Esse conjunto de ações reflete uma mudança de mentalidade na gestão da segurança pública paraense. O secretário afirmou que os números confirmam que o Pará consolidou uma política de segurança pública sólida, saindo de um cenário crítico em 2018 para uma realidade de controle e preservação de vidas. O desafio, claro, não está vencido: um estado da dimensão do Pará, com territórios de difícil acesso e pressão constante do crime organizado, exige investimento permanente, formação continuada dos agentes e integração entre polícia civil, militar, científica e inteligência. Os dados de 2026 mostram que a trajetória está na direção certa, mas que o trabalho ainda é de longo prazo e não se resolve com uma única gestão ou um único equipamento. DOL
O cidadão paraense que vive em Belém, Marabá, Santarém ou em qualquer município do interior está diretamente afetado por essa política. Quando um totem de emergência é instalado na praça perto de casa, quando uma base fluvial amplia o patrulhamento nos rios, quando uma operação policial retira toneladas de drogas da circulação, o efeito chega na rua, no bairro, na sensação de que o estado está presente. A segurança pública é, talvez, o serviço público que o cidadão mais percebe no cotidiano, e os dados de 2026 sugerem que o Pará caminha para consolidar resultados consistentes nessa área.
Fontes: DOL | Agência Pará | Agência Pará | Revista Ibero-Americana



