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Por que trocar de profissional o tempo todo atrapalha o emagrecimento, segundo o Método LP

Elena Vorenska 4 min de leitura

Trocar de nutricionista ou personal trainer sempre que o resultado demora costuma parecer uma atitude prudente. Lucas Peralles, especialista em comportamento alimentar, aponta que essa troca frequente costuma produzir o efeito oposto ao esperado, interrompendo justamente o processo que levaria mais tempo para mostrar resultado consistente diante da frustração inicial.

Cada novo profissional recomeça a avaliação do zero, sem o histórico completo da pessoa, o que reinicia decisões que já haviam sido ajustadas antes com base em resultado real. Esse recomeço constante é um dos fatores menos discutidos por trás de processos de emagrecimento que nunca avançam de forma consistente, mesmo depois de meses de tentativa.

Por que a troca constante de profissional interrompe o processo?

Um plano alimentar ou de treino leva algumas semanas até mostrar sinais reais de adaptação do corpo, período em que pequenos ajustes costumam ser mais eficazes do que uma mudança completa de estratégia logo no início. Lucas Peralles comenta que interromper esse processo no meio do caminho, para começar outro do zero com outro profissional, impede que o corpo chegue a demonstrar o resultado que já estava em construção silenciosa.

Trocar de profissional nesse momento costuma ser interpretado como busca por algo melhor, quando, na prática, interrompe um ajuste que ainda não teve tempo de amadurecer. O novo plano recomeça o relógio, e o paciente volta à fase inicial de adaptação outra vez.

O que se perde quando o histórico do paciente não é aproveitado?

Um novo profissional que não teve acesso ao histórico completo tende a repetir testes já feitos, desconsiderar o que não funcionou antes e ignorar padrões comportamentais que levaram tempo para ser identificados com precisão. Lucas Peralles ressalta que esse histórico é justamente o que permite ajustar a estratégia com precisão, em vez de tratar cada tentativa como um recomeço isolado, sem qualquer registro do que já foi testado antes.

Sem esse acúmulo de informação, decisões relevantes precisam ser refeitas do zero, o que consome tempo e energia que poderiam estar sendo usados para avançar de fato no processo. A sensação de estar sempre no início, mesmo depois de meses tentando, emagrecer, costuma vir justamente dessa perda de continuidade entre um atendimento e outro.

Como a continuidade favorece a adesão ao processo?

Manter o mesmo acompanhamento ao longo do tempo permite que pequenos ajustes sejam feitos com base em resultado real, não em suposição sobre o que talvez funcione melhor para aquele paciente específico naquele momento. Lucas Peralles indica que essa continuidade é um dos fatores que mais sustenta a adesão ao processo, porque reduz a sensação de recomeço constante que desanima quem já tentou várias vezes sem conseguir avançar.

A relação construída ao longo de meses também facilita identificar padrões que só aparecem com o tempo, como reações a determinadas fases da rotina, a períodos de maior estresse no trabalho ou a mudanças sazonais na vida do paciente. Esse tipo de informação simplesmente não existe quando o vínculo com o profissional dura poucas semanas antes de ser interrompido por uma nova tentativa em outro lugar.

O que muda quando o acompanhamento é pensado para durar?

Um processo pensado para durar meses, não semanas, permite que o profissional acompanhe fases diferentes da vida do paciente, com ajustes que consideram o momento real, não apenas o resultado imediato esperado. Essa lógica está presente no Método LP desde sua estruturação, entendendo continuidade como parte central do próprio tratamento, não como um detalhe secundário.

Antes de decidir trocar de profissional na próxima fase de estagnação, vale considerar se o problema está de fato na estratégia adotada ou apenas na falta de tempo para que ela mostrasse resultado real. Lucas Peralles demonstra que essa distinção é o que separa um ajuste necessário de uma interrupção que atrasa todo o processo outra vez, empurrando o paciente de volta ao ponto de partida.

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