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O processo que transforma água em água potável 

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento faz parte de uma cadeia de processos técnicos que passa despercebida no cotidiano da maioria da população, mas que é usada todos os dias: o tratamento que transforma água de rios e represas em água potável segura para consumo. Cada etapa desse processo cumpre uma função específica dentro da chamada estação de tratamento de água, ou ETA, e a sequência completa costuma levar poucas horas entre a captação e a água pronta para distribuição às residências.

Antes de chegar às estações de tratamento, a água é captada em rios, represas ou poços e passa por uma primeira etapa de gradeamento, que remove galhos, folhas e outros materiais grosseiros presentes na água bruta.

Logo depois do gradeamento, a água costuma passar por uma etapa de pré-cloração ou pré-oxidação em alguns sistemas, usada para controlar odores e auxiliar na remoção de ferro e manganês presentes naturalmente em determinados mananciais, antes mesmo de a água chegar aos tanques de coagulação.

A escolha do manancial também influencia o tipo de tratamento necessário. Água captada em rios tende a apresentar mais sedimentos em suspensão logo após chuvas fortes, enquanto água de poços profundos costuma chegar mais limpa em termos de partículas visíveis, mas pode exigir atenção especial a minerais dissolvidos naturalmente no solo, como ferro e manganês.

Coagulação e floculação: o primeiro passo para limpar a água

Na etapa de coagulação, produtos químicos são adicionados à água para neutralizar a carga elétrica das partículas em suspensão, fazendo com que pequenas impurezas comecem a se aglutinar entre si. Em seguida, na floculação, uma agitação lenta e controlada da água favorece a formação de flocos maiores, mais fáceis de remover nas etapas seguintes do tratamento.

Para engenheiros que atuam nesse tipo de operação, incluindo profissionais da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, definida como empresa especializada em soluções para saneamento básico, cada etapa do tratamento cumpre uma função específica, e a falha em qualquer uma delas compromete a qualidade final da água entregue à população.

Decantação separa as impurezas mais pesadas

Depois de formados, os flocos de impurezas são pesados o suficiente para se depositar no fundo de grandes tanques de decantação, enquanto a água mais limpa segue para a etapa seguinte do tratamento. O material que se deposita no fundo desses tanques, chamado de lodo, é removido periodicamente e encaminhado para tratamento e descarte adequado, podendo inclusive ser reaproveitado em outras aplicações.

Prestadoras de todo o país, entre elas a EBS, seguem basicamente a mesma sequência de etapas nas estações de tratamento de água, com pequenas variações conforme a qualidade da água bruta captada em cada região e o tipo de manancial utilizado. Estações que recebem água de múltiplas fontes precisam ajustar seus processos com mais frequência, já que a composição da água bruta pode variar ao longo do dia.

EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda
EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda

Filtração remove o que ainda restou na água

A água que sai dos tanques de decantação ainda carrega pequenas partículas e passa então por filtros compostos por camadas de areia, cascalho e, em alguns casos, carvão ativado. Essas camadas retêm impurezas microscópicas que não foram removidas nas etapas anteriores, deixando a água visivelmente mais transparente.

Os filtros precisam passar por limpezas periódicas, processo conhecido como retrolavagem, no qual a água circula em sentido contrário para desprender as impurezas acumuladas nas camadas filtrantes. Sem essa manutenção regular, a eficiência da filtração cai progressivamente, comprometendo a qualidade final da água tratada.

Sob a ótica de quem acompanha esse processo de perto, caso dos profissionais da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, cada litro de água tratada passa por um controle de qualidade rigoroso antes de seguir para a rede de distribuição, com testes que verificam turbidez, pH e presença de microrganismos.

Desinfecção e fluoretação fecham o processo

Na etapa de desinfecção, geralmente feita com cloro, a água recebe um tratamento capaz de eliminar bactérias, vírus e outros microrganismos que ainda possam estar presentes, tornando-a segura para consumo humano. Em muitas regiões do Brasil, a legislação também exige a adição de flúor nessa etapa, medida associada à prevenção de cáries dentárias na população.

A dosagem de cloro precisa ser calculada com precisão; volume insuficiente pode deixar microrganismos vivos, enquanto excesso pode alterar o sabor e o odor da água. Laboratórios das próprias estações realizam testes contínuos ao longo do dia para ajustar essa dosagem conforme variações na qualidade da água bruta captada.

Depois de passar por todas essas etapas, a água segue para reservatórios de distribuição, de onde é bombeada até chegar às torneiras das residências. Todo esse processo, que parece simples do ponto de vista do consumidor final, envolve monitoramento constante e ajustes técnicos que variam conforme as condições da água bruta captada a cada dia, especialmente em períodos de chuva intensa ou estiagem prolongada.

Compreender esse processo técnico ajuda a explicar por que a água tratada tem custo e por que investimentos constantes em estações de tratamento são necessários para manter a qualidade do serviço. Empresas como a EBS dependem diretamente desse processo bem executado para garantir água segura à população todos os dias, em qualquer estação do ano.

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