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Pesquisa no Pará coloca Hana Ghassan e Dr. Daniel em empate na corrida pelo governo do Estado

Elena Vorenska 6 min de leitura

Levantamento divulgado nesta quinta-feira mostra cenário apertado e Senado com Helder Barbalho na liderança entre os paraenses.

A corrida eleitoral no Pará entrou em uma fase decisiva nesta semana, com a divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto para o Governo do Estado e o Senado. O levantamento da Simetria, realizado entre 26 e 30 de agosto e divulgado nesta quinta-feira (3), mostra uma disputa apertada pelo Palácio dos Despachos: Hana Ghassan aparece com 34% das intenções de voto, enquanto Dr. Daniel registra 33%. A diferença de apenas um ponto percentual coloca os dois em situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa. O cenário chama atenção porque o primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro, deixando pouco mais de um mês para a definição do eleitorado. Para quem acompanha a política paraense, a principal dúvida agora é entender o que esses números representam e como a disputa pode afetar os rumos do Estado em áreas como saúde, segurança, infraestrutura, economia e relação com o governo federal.

O que a nova pesquisa mostra sobre a disputa pelo Governo do Pará

O principal dado do levantamento é a proximidade entre Hana Ghassan e Dr. Daniel. No cenário estimulado de primeiro turno, Hana aparece com 34% das intenções de voto, enquanto Dr. Daniel soma 33%, resultado que caracteriza uma disputa praticamente aberta neste momento. A pesquisa também incluiu outros nomes, mas os dois candidatos concentram a maior parte das preferências apresentadas no cenário divulgado. É importante observar que as entrevistas foram realizadas de 26 a 30 de agosto, portanto os números retratam um período específico da campanha e não significam uma previsão do resultado das urnas. A própria pesquisa precisa ser analisada considerando a metodologia, a data do trabalho de campo e a margem de erro antes de qualquer interpretação sobre vantagem eleitoral.

Outro ponto relevante é que o cenário eleitoral paraense ainda pode sofrer alterações nas próximas semanas. A campanha oficial já está em andamento desde 16 de agosto, enquanto o horário eleitoral gratuito começou em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro. No Pará, o Tribunal Regional Eleitoral também definiu a ordem de veiculação da propaganda para governador, o que significa que os eleitores passam a ter contato mais frequente com propostas, alianças e posicionamentos dos candidatos. A partir de setembro, também aumenta a importância da prestação de contas, já que partidos e candidatos deverão apresentar à Justiça Eleitoral a movimentação financeira parcial entre 9 e 13 de setembro.

Senado também ganha peso na eleição paraense de 2026

A mesma pesquisa aponta Helder Barbalho na liderança da disputa pelas duas vagas do Pará no Senado. O ex-governador aparece com 25% das intenções de voto no cenário que combina o primeiro e o segundo voto, seguido por Éder Mauro, com 15%, enquanto Celso Sabino registra 11%, Zequinha Marinho tem 9% e Chicão aparece com 6%. Outros candidatos somam 9%, e 15% dos entrevistados ainda não decidiram ou não souberam responder. Como em 2026 cada Estado elegerá dois senadores, o eleitor paraense poderá escolher dois nomes para a Casa, tornando a disputa diferente daquela travada para governador.

A liderança de Helder no levantamento também ajuda a explicar por que a eleição para o Senado é considerada estratégica para o Pará. Um senador participa das decisões sobre orçamento federal, projetos de lei, empréstimos de Estados e municípios e temas que envolvem diretamente políticas públicas nacionais. Para um Estado com forte participação em mineração, agronegócio, infraestrutura, questões ambientais e debates sobre a Amazônia, a composição da bancada paraense no Congresso pode influenciar negociações importantes em Brasília. Por isso, o eleitor de Belém, Santarém, Marabá, região do Marajó e demais municípios precisa olhar não apenas para a disputa pelo governo estadual, mas também para os dois nomes que pretende levar ao Senado. A pesquisa, contudo, retrata apenas o momento em que foi realizada e não substitui o resultado das urnas.

Por que setembro será decisivo para o eleitor do Pará

A fotografia eleitoral apresentada agora pode mudar à medida que a campanha avance. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, e setembro será marcado pelo aumento da exposição dos candidatos, debates, propaganda no rádio e na televisão e circulação de propostas nas redes sociais. O Tribunal Regional Eleitoral do Pará informa que os pedidos de registro de candidatura para os cargos estaduais são analisados pela Justiça Eleitoral, enquanto o calendário estabelece 14 de setembro como data-limite para o julgamento dos registros nas instâncias ordinárias. Isso significa que as próximas semanas também serão importantes para consolidar juridicamente as candidaturas que estarão nas urnas.

Para o paraense, acompanhar essa fase não significa apenas saber quem está liderando uma pesquisa. A disputa pelo governo terá impacto sobre decisões relacionadas à saúde pública, segurança, educação, estradas, transporte, desenvolvimento regional e investimentos, enquanto a escolha dos senadores terá reflexos na relação do Estado com o governo federal e o Congresso. Em uma eleição que ocorre no mesmo ano em que o Pará segue sob os holofotes nacionais por causa da agenda amazônica e dos efeitos do ciclo iniciado pela COP30 em Belém, as propostas para desenvolvimento sustentável, infraestrutura e geração de emprego tendem a ganhar espaço no debate. O eleitor também pode consultar seu local de votação pelo e-Título ou pelo portal do TSE, serviço que está disponível desde 1º de setembro.

A nova pesquisa deixa, portanto, uma mensagem clara sobre o cenário político paraense: a disputa pelo Governo do Pará está apertada e ainda existe espaço para mudanças até o dia da votação. Hana Ghassan e Dr. Daniel aparecem separados por apenas um ponto percentual, enquanto a corrida pelo Senado apresenta Helder Barbalho na frente e uma disputa mais aberta pelas demais posições. Como os números foram coletados antes de setembro avançar, novas pesquisas poderão mostrar os efeitos da propaganda, dos debates e das movimentações de campanha. Para o eleitor, o momento é de comparar propostas, verificar informações e acompanhar os canais oficiais da Justiça Eleitoral. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando os paraenses escolherão governador, dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e presidente da República.

Fontes: Tribunal Regional Eleitoral do Pará — Eleições 2026 · Tribunal Superior Eleitoral — calendário das Eleições 2026 · Pesquisa EPOL/Simetria — disputa pelo Governo do Pará · Pesquisa EPOL/Simetria — disputa pelo Senado no Pará

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