Noticias

Profissionalização da gestão em empresas familiares do setor funerário, com Tiago Oliva Schietti: Desafios e oportunidades

O setor funerário brasileiro é historicamente marcado pela presença de empresas familiares, muitas delas com décadas de atuação. Tiago Oliva Schietti aponta que um dos maiores desafios para essas organizações é conciliar a tradição e os valores que as construíram com a necessidade cada vez mais urgente de profissionalização da gestão. 

Este artigo explora as particularidades desse processo no contexto funerário, desde a implementação de governança corporativa até a capacitação de lideranças para um mercado em acelerada transformação, abordando também as oportunidades que surgem quando uma empresa familiar estrutura seus processos de forma sólida, transparente e orientada para o futuro.

Quais são os principais desafios na profissionalização de empresas familiares?

A profissionalização da gestão em empresas familiares envolve desafios que vão além da dimensão operacional. Significa, em essência, equilibrar as dinâmicas afetivas que permeiam as relações de parentesco com a visão estratégica necessária para garantir a perenidade do negócio. No setor funerário, onde a sensibilidade e a empatia são atributos essenciais, esse equilíbrio se torna ainda mais delicado.

Tiago Schietti destaca que um dos primeiros passos nesse processo é a criação de estruturas formais de governança, como conselhos de administração e acordos de acionistas. Esses mecanismos ajudam a separar os papéis de propriedade e gestão, estabelecendo diretrizes claras para a tomada de decisões e a resolução de conflitos, além de serem fundamentais para preparar a empresa para processos de sucessão planejados e sustentáveis.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Como desenvolver lideranças preparadas para o novo mercado funerário?

Outro desafio central na profissionalização de empresas familiares do setor é a formação de lideranças preparadas para um mercado em rápida transformação. Com a chegada de novas tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor e o surgimento de serviços inovadores, os gestores precisam de habilidades que vão além do conhecimento técnico tradicional.

Tiago Oliva Schietti ressalta que o desenvolvimento de competências como inteligência emocional, comunicação empática e pensamento estratégico são diferenciais cada vez mais valorizados. Isso exige investimento contínuo em capacitação, seja por meio de programas internos, parcerias com instituições especializadas ou atração de talentos externos que agreguem novas perspectivas à empresa.

Quais são as vantagens de uma gestão profissionalizada no setor funerário?

Apesar dos desafios inerentes ao processo, a profissionalização da gestão traz oportunidades significativas para as empresas familiares do setor. Com processos mais estruturados, governança clara e lideranças capacitadas, essas organizações se tornam mais ágeis na tomada de decisões, mais transparentes na comunicação com o mercado e mais preparadas para identificar e aproveitar novas oportunidades.

Segundo Tiago Schietti, a profissionalização também é fundamental para a construção de uma marca sólida e confiável, atributo cada vez mais valorizado pelos clientes em um momento delicado como a perda de um ente querido. Quando uma empresa demonstra que tem gestão profissional, processos eficientes e compromisso genuíno com a qualidade do atendimento, ela se diferencia no mercado e conquista a lealdade das famílias.

Como equilibrar tradição e inovação na gestão de empresas familiares?

O grande desafio para as empresas familiares do setor funerário é encontrar o equilíbrio entre a tradição que as trouxe até aqui e a inovação necessária para se manterem relevantes no futuro. Isso passa por reconhecer e valorizar a história e os valores que formam a identidade da organização, ao mesmo tempo em que se abre espaço para novas ideias, tecnologias e formas de trabalho.

Conforme conclui Tiago Oliva Schietti, esse equilíbrio é possível quando a profissionalização da gestão é conduzida de forma gradual, inclusiva e alinhada com a cultura da empresa. Nesse processo, a comunicação transparente e o engajamento de todos os envolvidos é fundamental para construir uma visão compartilhada do futuro.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo